
A nova paixão de Kepesh é a linda Consuela, interpretada por Penélope Cruz. Ele fica hipnotizado pela beleza da moça. E ela tem verdadeira admiração pelo professor e por tudo o que a figura de um professor representa. Ele passou a vida pulando de um relacionamento para outro, sem se comprometer. E apesar de resistir aos laços que Consuela tanto quer, ele começa a ficar ciumento e a pirar, achando que ela está saindo com alguém mais novo que ele.
E o relacionamento termina um ano e meio depois, justamente porque Kepésh parece incapaz de se comprometer e Consuela parece saber bem o que quer. E o espectador conclui que o professor sabichão tem ainda muito a aprender.

Através do romance dos dois e dos conflitos emocionais do protagonista, Fatal pode ter várias leituras, dependendo de quem vê. Passa por temas como solidão, velhice, capacidade de doação, a dor da perda dos amigos, amadurecimento e traição.
A ressalva é em relação a escolha de Penélope Cruz para o papel de uma universitária. É bem difícil de acreditar que ela tem uns 25 anos, mesmo com aquela franjinha juvenil no cabelo. A diretora é a espanhola Isabel Coixet, de A Vida Secreta da Palavras. No elenco, ainda estão Peter Sarsgaard, Patricia Clarkson e Dennis Hopper.
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