
De Niro é Turk e Al Pacino, Rooster. São investigadores e precisam descobrir quem é o serial killer que tem um modus operandi bem peculiar: depois de matar as vítimas deixa a arma no local do crime e um poema escrito num pedaço de papel. O criminoso pode ter relação com um cafetão, interpretado por 50 Cent.
No início do filme, ouvimos uma narração. O personagem de De Niro fala sobre a carreira policial e justifica o fato de limpar os criminosos das ruas, o que o sistema judiciário leva mais tempo para fazer. À medida que novos crimes são descobertos e vão sendo investigados, o diretor tenta te convencer mais e mais de que o próprio Turk é o assassino em série. Por exemplo: ele tem algum tipo de ligação com boa parte das pessoas assassinadas. Então, ele passa a ser suspeito dentro da própria polícia, abrindo caminho para dois jovens investigadores, sedentos por descobrir provas contra Turk, num movimento interessante de espionagem e contra espionagem. Mesmo com tudo isso, o espectador mais atento vai perceber que tem um pequeno detalhe no início do filme que não se encaixa ali, e, portanto, pode ser que Turk não seja o assassino, como tenta fazer crer o longa.

O roteiro e todas as suas reviravoltas são interessantes, mas os personagens dos dois astros protagonistas parecem simples demais pro calibre deles.
A direção de “As duas faces da Lei” é de Jon Avnet, de Tomates Verdes Fritos e Insurreição, e o roteiro de Russel Gerwirtz, que também escreveu O Plano Perfeito.
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