
A história é a seguinte: Stiller é Tugg Speedman, um ator decadente que é paparicado o tempo todo pelo agente, sem quem ele não vive. Tipo uma babá. Speedman integra um elenco que está fazendo um filme de guerra no Vietnã e conta com o longa pra se reerguer. O filme começa com uma seqüência interminável de batalha, helicópteros, bombas e explosões que lembram muito O Resgate do Soldado Ryan. O problema começa quando o diretor coloca todo mundo no meio da mata, os atores se desentendem e vão parar nas mãos de um grupo produtor de heroína.
No elenco estão Jack Black - de Escola de Rock -, Robert Downey Jr. (numa caracterização impressionante), Matthew McConaughey, Brandon T. Jackson e Steve Cooney, com particpações especiais de Nick Nolte e Tom Cruise. Aliás, por falar em caracterização, Tom Cruise faz uma participação tão especial que eu te desafio a reconhecer o astro de Missão Impossível assim, logo de cara.
Trovão Tropical faz referências à filmes e atores o tempo todo. Ridiculariza o egocentrismo deles. Basta dizer que o soldado de olhos puxados se chama Alpa Chino e que um outro, em determinado momento, afirma que não lê o roteiro, é o roteiro que lê ele. O filme satiriza também os estúdios, os diretores e até o Oscar... Ninguém - ou quase ninguém - escapa das piadas afiadas de Ben Stiller.
Ele continua excessivamente careteiro, assim como Jack Black, mas apesar disso e da grande dose de besteirol, o longa tem diálogos inteligentes e engraçados. Filmado no Havaí, é a produção mais vista nos Estados Unidos desde que estreou, em 15 de agosto. Até a semana passada, tinha arrecadado mais de U$65,5 milhões e a previsão é de que ultrapasse os U$100 milhões.
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Obs. da série quebrando paradigmas: Nunca achei na vida que um dia eu escreveria sobre uma comédia. De Hollywood. Que eu gostasse minimamente.
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